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Arnaldo Antunes

Aniversariante do dia 2 de setembro, o nosso homenageado é poeta, cantor e compositor, tendo integrado uma das maiores bandas de rock do Brasil.

A carreira de Arnaldo Antunes é pautada por momentos de muita criatividade e versatilidade. Mas, o primeiro capítulo desta história começa no dia 2 de setembro de 1960, quando, em São Paulo, nascia Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho.

No colégio, as disciplinas de Artes despertavam sua atenção. E foi lá que conheceu alguns dos integrantes dos Titãs: Branco Mello, Sérgio Britto, Paulo Miklos, Nando Reis e Marcelo Fromer. Finalmente, em 1978, começou a cursar Letras na Universidade de São Paulo. No início dos anos 80, Arnaldo Antunes realizou algumas performances no Rio e em São Paulo. Nelas, ele cantava, tocava percussão e inventava situações nonsenses, como bater panelas ou jogar livros para o alto.

Em 1982, surgiram Os Titãs do Ieiê. Eram nove os integrantes do grupo, entre eles Arnaldo Antunes como vocalista. Sem parar de compor, de criar, em 1983, Arnaldo publicou seu primeiro livro, um álbum de poemas visuais.

Com o Titãs, Arnaldo Antunes gravou o primeiro LP, produzido por Peninha. Era o ano de 1984 e a música Sonífera na ilha - a primeira de uma série - fazia sucesso nacional.

Dedicando-se também a produções literárias, no final da década de 80 Arnaldo publicou artigos e poemas em vários jornais e revistas. Ao mesmo tempo, fazia shows com o Titãs e arrebatava platéias em todo o País.

Naquele período, o Barão Vermelho gravou a parceria de Arnaldo Antunes e Frejat: Quem me olha só.

Nos anos 90, Arnaldo Antunes teve músicas suas gravadas por algumas de nossas vozes femininas mais importantes, entre elas Gal Costa (Cabelo) e Marisa Monte (Beija eu).

Em 1992, Arnaldo resolveu deixar o Titãs depois de dez anos como integrante da banda. Apesar da saída, ele continuou compondo com o grupo e várias dessas parcerias foram incluídas em outros discos do Titãs, assim como em discos solo do próprio Arnaldo.

Enquanto isso, além de participar de diversas exposições no Brasil, seu livro intitulado As Coisas recebia o Prêmio Jabuti de Poesia.

Em 1993, Arnaldo Antunes lançou o disco Nome. Dois anos depois, veio o trabalho intitulado Ninguém. Em 1996, O Silêncio. Em 98, foi a vez do CD Um Som. Em 1999, Focus; em 2000, O Corpo; em 2001, Paradeiro; e, finalmente, este ano, Arnaldo lançou Saiba, cujo destaque é a faixa Consumado.

Há dois anos, o nosso homenageado gravou o CD Tribalistas, projeto conjunto de Arnaldo, Carlinhos Brown e Marisa Monte, acompanhados dos músicos Dadi e Cezar Mendes.

O CD Tribalistas recebeu disco de platina triplo no Brasil e de platina na Itália e em Portugal.

Os tribalistas chegaram e ficaram... Sucesso absoluto, eles se apresentaram pela primeira vez no encerramento da festa do Grammy Latino 2003, em Miami, EUA. Arnaldo, Marisa e Carlinhos Brown apresentaram-se ainda em Verona, na Itália, onde receberam o Troféu de Música do Ano, por Já sei namorar.

'Tribalista premiado', um dos nomes mais conceituados na poesia contemporânea, compositor admirado por muitos intérpretes. Assim é Arnaldo Antunes... e muito mais!

Por: Viviane Pires