
Por Julianna Sá
A palavra e o amor, a imagem e o amor, a música e o amor. O fazer, o cantar e até mesmo o existir de
Moska passam pelo sentimento. Como um filtro de função invertida, o amor atravessou também a apresentação do cantor no
Canecão, na última sexta. Seis anos depois de
Tudo novo de novo, o artista voltou aos palcos cariocas para comemorar as redescobertas de um novo processo, que ele mesmo definiu como um exagero contido, dicotomia que originou o
Muito e o
Pouco, seus dois novos álbuns, o nascimento do segundo filho, Valentim, e a vida, afinal, era aniversário do dono de todo o amor que presenteou o público no Rio de Janeiro.
- É um show de amor. Minha relação de vida é com o amor. Eu vim do amor, vivo no amor e ao amor retornarei, essa é uma frase de vida. O amor é um pouco a minha religião – declarou o cantor, minutos antes de subir ao palco, em entrevista exclusiva à
MPB FM.

A noite começou festejando o mais novo amor na vida de Moska. Ao som contido de
Semicoisas, Moska cantou, encolhido dentro de seu chapéu, a misteriosa poesia do nascimento, com letra dedicada a Valentin, que veio ao mundo há apenas três semanas. Mais tarde, o primogênito Antônio também recebeu homenagem, com a canção
O Tom do amor.

O show intercalou clássicos do artista, como
A seta e o alvo e
Lágrima de diamantes
Ao fundo, ainda se revezavam o experimentalismo de Moska, em imagens registradas pelo próprio cantor, ilustrando um pouco a história e o processo que originou cada música, como um passeio pelo grito e pelo sussurro do artista.

A festa teve ainda grand finale surpresa, com Mart’nália entoando à capela
Coração vagabundo. O exagero contido, que Moska disse ter sido a base do processo de
Muito e
Pouco, ficou de lado quando Antônio, seu primeiro filho, subiu ao palco com um bolo para coroar a comemoração. Moska guardou o mundo em todos nós.
